domingo, 21 de dezembro de 2008

MUITOS SÃO CHAMADOS E POUCOS ESCOLHIDOS

É muito comum ouvirmos alguém falar: “Deus está chamando”, ou “sou chamado por Deus”. A chamada (ou chamado) é real; mas em que consiste? Por que tantos homens desobedecem ao chamado de Deus? E, se Deus sabe que muitos rejeitarão o Seu chamado, por que os chama?
Chamada é o ato pelo qual Deus estende ao ser humano Seu convite para assumir um relacionamento salvífico.
Existem dois tipos de chamada: a inclusiva e a exclusiva.

Chamada Inclusiva

Esta é dirigida a todos os homens, indistintamente, e parte do amoroso coração de Deus, que “amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16), “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pe 3.9). Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Tm 2.4). Esta chamada apresenta-se em três estágio diferentes:

a) Geral – A chamada geral é dirigida da forma mais ampla possível: na revelação da criação e na consciência humana. Na “revelação da criação” todos são convidados a prostrarem-se diante do Rei do universo, pois “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Sl 19.1). “Porque os atributos de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas...” (Rm 1.20). O Senhor “não deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem” (At 14.17) a todos. No Salmo 8, o salmista fica pasmo diante da excelência do poder criador de Deus e da beleza das obras criadas, e se rende em adoração. A “revelação da consciência” é de âmbito geral, compreende todos os homens (Rm 2.12-16). É chamada por alguns filósofos de “Lei Moral”, por outros de “Lei da Natureza Humana” e ainda de “Lei do Certo e do Errado”. É o que costumamos falar de “voz da consciência”. Atua no ser humano como uma voz que está sempre dizendo “isto não está certo”, “você errou”, “vá lá e peça perdão”, “você fez o correto, não se preocupe”... Os homens que sempre obedeceram aos princípios morais que essa lei, que foi posta no homem por Deus, são testemunhados por Paulo da seguinte maneira: “Esses mostram a lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (Rm 2.15). Tanto a “revelação da criação” quanto à “revelação da consciência humana” servem até mesmo para aqueles que nunca ouviram falar de Deus, da Bíblia, de Jesus, do céu, do inferno, etc. “... Por isso, tais homens são indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus...” (Rm 1.20,21). Isso explica o que acontece com quem não teve a oportunidade de ouvir a mensagem de Deus. Infelizmente, a mancha do pecado torna os olhos e os ouvidos do homem quase que incapazes de atenderem a esse gigantesco chamado divino

b) Especial – Esse chamado é de proporções menores, contudo, muito mais forte que o Geral. Acontece no momento em que o homem ouve a pregação da mensagem de Cristo. Isto se refere à obra que o Espírito Santo opera no homem, nesse importante momento, dando-lhe oportunidade (2 Co 6.2) de exercitar a fé em Cristo. Deus chama: “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!” (Jr 22.29). Deus para a salvação convida as pessoas individualmente (Mt 9.9; Lc 18.22; Jo 4.10; At 16.31; 17.30), assim como as multidões (Mt 11.28), tanto pobres (Lc 4.18) como ricos (At 26.28,29), sábios ou ignorantes (Rm 1.14; At 17.16-31). Este convite pode ser atendido pelo homem, através da fé (Rm 10.17), ou simplesmente rejeitado (Mt 19.22; 1 Co 1.18). “Vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis. Qual dos profetas vossos pais não perseguiram?” (At 7. 51,52); “Quando do céu se manifestar o Senhor Jesus... tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho.” (2 Ts 1.7,8). Este tipo de chamada transparece em passagens das Escrituras como as seguintes: “Mas, porque clamei e vós vos recusastes...” (Pv 1.24) e “Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22.14), o que pode acontecer também com um que aceita e depois se desvia de Deus.
c) Eficaz – É o chamado prontamente atendido, que nos convida a embarcarmos no barco da fé, a provarmos o Dom celestial e abre as portas para o conhecimento fundamental de Deus, do mundo e do homem, além do serviço cristão. É a aplicação da graça de operada pelo Espírito, de maneira que o indivíduo recebe o perdão dos pecados e a vida eterna. Aceitar a esse chamado e a ele ser fiel até o fim (Ap 2.10), só virá para confirmar a nossa escolha feita por Deus. “E aos que predestinou, a estes também chamou” (Rm 8.30).

Chamada Exclusiva

É aquela na qual Deus escolhe determinadas pessoas para ocuparem determinados lugares ou realizarem determinadas obras.
Em Antioquia, estavam ali, cinco homens de Deus (At 13.1,2), orando e jejuando. E o Espírito usou alguém para dizer que havia escolhido a Saulo e Barnabé dentre os cinco, a fim de os enviar para o campo de missões. Isso não quer dizer que eles dois fossem superiores, melhores ou mais fiéis que os outros, mas que para aquela obra eram os ideais. Deus poderia ter chamado qualquer um dos outros três, porém, preferiu daquela forma. Ninguém pode contestar a vontade dEle.
O Senhor, ao longo das Escrituras está sempre escolhendo homens para executarem Seus propósitos: Noé (Gn 6.13,18), Abraão (Gn 12.1,2), José (Gn 45.5; 50.20), Moisés (Êx 3.10), Josué (Dt 31.3; Js 1.2), Eúde (Jz 3.15), Gideão (Jz 6.12), Davi (1 Sm 16.12), Jeremias (Jr 1.5), Jonas (Jn 1.1,2), Paulo (At 9.15), etc. Muitos homens, ao longo de toda a história foram usados por Deus para realizarem Suas obras, e continuam sendo usados hoje. Encontramos, na Bíblia, casos de homens que foram escolhidos no ventre materno (Is 49.1; Jr 1.5; Lc 1.15,31; Gl 1.15). Outros, surpreendentemente foram chamados muito tempo antes de nascerem, como foi o caso de Josias, cerca de três séculos antes (1 Rs 13.2), e Ciro, dois séculos antes de nascer (Is 44.28).

Você é chamado

Todo cristão é chamado por Deus. Todo cristão recebe muitos chamados de Deus. Há o chamado abrangente de Deus, Seu chamado para uma vida santa, Seu chamado para compartilhar futuramente a glória de Deus e das recompensas do céu, e seu chamado para a sua vocação e situação na vida.
O chamado da salvação de Deus é para o arrependimento (Lc 5.32), das trevas para a maravilhosa luz (1 Pe 2.9), pela graça de Deus (Gl 1.6), com santa vocação (2 Tm 1.9), para a paz (1 Co 7.15; Cl 3.15), para a liberdade (Gl 5.13), para a comunhão com Cristo (1 Co 1.9), e para a vida eterna (1 Tm 6.12). Tendo sido chamado para pertencer a Jesus Cristo (Rm 1.6), você é, então, chamado para viver em santidade (1 Ts 4.7), para ser santo (Rm 1.7), para ser piedoso (2 Pe 1.3), e para herdar as bênçãos (1 Pe 3.9).
Todo cristão é chamado para servir. O chamado geral de Deus para o serviço é para todos, e cada um de nós tem um lugar de serviço especialmente designado. Cada um é uma parte especial do corpo de Cristo e tem uma função específica (1 Co 12.27). Cada um faz parte do edifício de Deus (1 Co 3.9) e tem seu próprio lugar (1 Pe 2.5). Devemos ter em mente que o chamado de Deus é segundo o Seu propósito (Rm 8.28), por isso, devemos conhecer qual o propósito, a vontade de Deus para a nossa vida.
“Por esta razão, não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Ef 5.17).
Todo cristão é enviado por Cristo como Cristo foi enviado pelo Pai (Jo 20.21). Cada um que respondeu ao Seu chamado para “vir” é responsável pela Sua ordem de “ir”. A frase, “e eis que estou convosco”, é para os que obedecem ao chamado para “ir”, no versículo anterior (Mt 28.19,20). Não somos chamados para ir até as mesmas pessoas ou lugares, mas todos somos chamados para ir. Ninguém está isento.
Ninguém pode substituir você. Ninguém pode jamais fazer todo o seu trabalho por você. Deus lhe deu um ambiente especial e um conjunto específico de experiências da Sua fidelidade, além de uma personalidade, e Ele investiu a Sua misericórdia e graça em você de modo que possa abençoar algumas pessoas mais do que qualquer outro poderia. Você é o instrumento mais perfeito de Deus para algumas tarefas. Você tem o seu próprio papel a desempenhar no plano de Deus, e ninguém pode substituir você. Nenhum de nós tem o direito de concluir: “Se eu não obedecer a Deus, algum outro me substituirá”. É verdade que a obra de Deus não pára por causa de um que não quer obedecer, pois quando um não quer ou não pode mais, Deus levanta outro. Mas, se você deixar de obedecer a Deus, haverá uma brecha no trabalho dEle (Ez 22.30). Existem muitas brechas na obra de Deus ao redor do mundo hoje.

Serviços na obra de Deus

“E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” (Ef 4.11).Missões – Uma vez que “apóstolo” significa “enviado”, e o próprio Cristo, como enviado de Deus é chamado de Apóstolo (Hb 3.1), concluímos que este vocábulo refere-se àqueles que foram enviados para um determinado campo, levando a Palavra aonde havia escassez da mesma, e ali, instalaram-se, ganharam almas, fundaram um trabalho e pastorearam os discípulos. Os “missionários” são ao que mais se aproximam dos apóstolos de outrora. Nem todos são chamados para essa obra, na sua esfera transcultural, mas todos podem ser missionários em sua própria cidade.

Pregação – “... outros para profetas...” Todos sabemos que o ministério dos profetas, na Antiga Aliança, perdurou até João Batista (Lc 16.16), e consistia em receber uma revelação divina, a fim de transmiti-la ao povo, quer a respeito da sua situação atual como da futura. No Novo Testamento, encontramos homens ainda profetizando (At 11.27,28; 1 Co 12.10; 14.1; 1 Tm 4.1); não, porém, da forma ministerial como no AT. Deus, pelos dons espirituais, ainda usa em profecia. Bem, mas se tivéssemos que usar, sem forçar, o texto de Ef 4.11, onde se diz que Deus concedeu uns para profetas, e, se sabemos que o ofício profético consistia, não somente entregar uma mensagem de Deus ao povo, diríamos que “profetas” fica bem próximo de “pregadores”, pelo fato de estes últimos serem os que atualmente entreguem a mensagem de Senhor aos ouvintes, com a vantagem de ainda poderem profetizar, na medida em que forem usados por Ele. Não obstante ao fato de todos terem condições, apoio e liberdade de pregarem a Palavra, o “ministério da pregação” não é para todos.

Evangelismo – “... outros para evangelistas...” Isto é bastante claro. Atualmente, fazemos e promovemos muitos trabalhos de alcance evangelístico. O verdadeiro evangelista é aquele que tem sede pelas almas perdidas, a exemplo de Filipe (At 8.5). Todos são convidados para evangelizar, mas existem crentes dedicados exclusivamente a esse importante trabalho. Você pode ser um desses.

Pastorado – “... outros para pastores...” Todos podem executar trabalhos de verdadeiros pastores de ovelhas, tais como cuidar dos outros, proteger os mais fracos, estender a mão aos aflitos e necessitados, ensinar bons exemplos, etc. Só que na organização da igreja, o “ministério pastoral” não ficou para todos, somente para os chamados por Deus, como o foi Arão (Hb 5.4). Portanto, no que diz respeito a esse importantíssimo ministério, nem todos são chamados.

Ensino – “e mestres”. Apesar de a palavra “mestres” aparecer junta de “pastores”, dei-me à responsabilidade de colocá-la em separado. Às vezes, nos preocupamos só em pregarmos a Palavra aos perdidos, e quando estes aceitam, nos esquecemos de discipulá-los (Mt 28.19). Deus tem chamado a muitos para serem ensinadores, teólogos, professores de E.B.D., ministrantes de estudos, palestrantes, conferencistas, escritores de literatura cristã, seminaristas, etc.

Música – O popular ministério do “louvor”. Deus escolhe e capacita pessoas para prestarem seus trabalho na esfera musical em Sua casa (1 Cr 15.16-24). É importante que a vida dos músicos, coristas e cantores seja um verdadeiro louvor, para que suas apresentações não venham a ser meras apresentações.

Intercessão – O Espírito Santo, que intercede por nós (Rm 8.26), convida-nos para intercedermos por outros. Somos chamados a sermos homens e mulheres de oração (1 Ts 5.17; Ef 6.18; 1 Tm 2.1). existem pessoas cujo ministério prioritário é a intercessão.

Beneficência Consiste no ministério da cooperação material, financeira. “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Co 9.7). Existem irmãos que, às vezes, quase não aparecem, mas estão sempre ajudando a quem precisa. “... trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Ef 4.28). Cooperam com missões, dando ofertas, etc. Quem puder admitir esse ministério que o faça.

Administração – Deus chamou e capacitou pessoas para liderarem, presidirem, coordenarem, comandarem os Seus trabalhos, seja na igreja, nos departamentos, na agências missionárias, nos seminários e faculdades de Teologia, nas convenções denominacionais, nas assembléias, etc.

Outros serviços – Lembro que Deus chamou e capacitou a Bezalez e Aoliabe (Êx 35.30-35) para fazerem os utensílios do tabernáculo. Todos os trabalhos braçais, na obra de Deus, são também importantes. Os trabalhadores mais diversos como porteiros, vigias, zeladores, eletricistas, sonoplastas, recepcionistas, pedreiros, pintores, marceneiros, etc., são também capacitados e abençoados por Deus.
Existem várias funções dentro do reino de Deus para nós, e cabe-nos compreendermos qual o papel (ou papéis) que devemos exercer. Você sabe pra que Deus lhe chamou? Se ainda não sabe, espere! Não se preocupe não se sinta pressionado, nem com medo. Deus está preparando um lugar para você e você para um lugar. Jesus é inteiramente responsável por Sua Igreja. Mas não deixe de buscar a resposta.
O que não devemos nos esquecer é que Deus realmente não chama os capacitados, embora use os dons naturais, o intelecto, a cultura e as habilidades do homem, dando a isto tudo um aperfeiçoamento, a fim de usá-lo em Sua obra. Mas a quem recebe o chamado de Deus, recebe também a unção especial para realizar o propósito do chamado de Seu chamado.
Alguns julgaram-se incapazes quando recebera o convite divino para fazerem algo, como Moisés (Êx 4.10), Gideão (Jz 6.15), Saul (1 Sm 9.15-21) e Jeremias (Jr 1.4-10). Outros ficaram temerosos quando foram chamados, como Jonas (Jn 1.2,3) e Ananias (At 9.13).
Saiba-se que se Deus sabia que os Seus escolhidos eram fracos, pobres, tímidos ou qualquer outro tipo defeituoso, não os usaria se não os capacitasse também. Paulo diz que o seu trabalho foi muito grande e importante, mas reconhece que tudo era porque a graça de Deus estava com ele (1 Co 15.10). Jesus disse: “... sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15.5). Paulo conclui: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13).
Não tenha medo de assumir o compromisso com Deus quando Ele lhe lançar um convite (ou mesmo uma ordem, pois é Ele quem manda), porque é Deus que opera em nós tanto o querer como o realizar (Fp 2.13). Ou seja, de Deus vem não só o desejo de fazermos algo com a capacitação e a oportunidade.
Os grandes, os que se acham suficientes, se tornam fechados para a operação de Deus. Podem ser chamados de “impelidos”. A esse grupo, soma-se os preguiçosos (não se preparam, não lêem, não estudam, não vigiam, não oram, não ensaiam, etc.), os relaxados (Jr 48.10), os egoístas, os gananciosos, os vaidosos e os soberbos. Os impelidos sempre causam transtornos e frustrações. A obra cresce quando os chamados se fazem dignos de seus chamados.
Deixo esta palavra a todos os “chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo” (Jd v.1). Considerem sempre isto: “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1 Ts 5.24).
O poder, o amor, a moderação vêem de Deus (2 Tm 1.7), assim como a sabedoria (Tg 1.5), a oportunidade (At 27.24), a fé, os meios, os recursos e a motivação. Fique atento ao chamado de Cristo, talvez Ele já o fizesse e você estava cochilando (Ef 5.14), ou simplesmente não quis atender. Agarre a oportunidade, quando tiver certeza que é de Deus, não a desperdice (Cl 4.5), ela pode ser única... quem garante que não?!
Deus nos abençoe e nos guarde no Seu infinito amor.

MISSIONARIA CIDA

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Você tem potencial

Nós, infelizmente, temos a tendência de ver somente os nossos defeitos. Se, ao invés de você ficar vendo os defeitos das pessoas, começar a olhar para o potencial delas, você viverá bem melhor.

O potencial é uma habilidade adormecida, é um poder reservado, uma força não usada. É tudo que nunca se viu, mas existe. Deus criou todas as coisas com potencial. Antes de saber o potencial de alguém ou de alguma coisa, precisamos saber para que propósito esse potencial foi criado.

Deus criou o ser humano com incrível e ilimitado potencial, mas geralmente só olhamos a semente e não conseguimos visualizar a árvore que ela pode se transformar. Devemos visualizar todas as situações da nossa vida com potencial, nosso trabalho, nosso casamento e tudo mais.

Todo potencial está ligado a um propósito. Mas, antes de entender o potencial eu tenho que conhecer o propósito de todas as coisas.

Leia: Provérbios 4:7

A sabedoria de Deus não pode ser encontrada nos livros, mas está em conhecer o propósito de tudo. Isso é a Sabedoria Divina. Em I Coríntios 1: 18–25, Paulo desafia a sabedoria desse mundo. Sua sabedoria é loucura. Com base nisso, o que é sabedoria? O que precisamos buscar para nós mesmos? Deus considera loucura toda sabedoria para arquitetar o mau.

A Sabedoria Divina é comparada a Cruz de Cristo. A cruz é um enigma sobrenatural que não pode ser desvendado por sabedoria natural. A sabedoria humana se atrapalha quando o assunto é Jesus Cristo. Você nasceu com uma sabedoria vinda de Deus. Estamos cheios de potencial, parte de Deus veio para nós quando nascemos. A algo dentro de você que precisa ser encontrado.

A cruz de Cristo abriu caminho para a sabedoria de Deus. O sangue derramado nos liberta. Muitas pessoas vivem por inércia e passam a sua vida sem saber o propósito para que foram criadas. Você só saberá o propósito da sua existência se estiver conectada a Deus. Só há um meio para saber esse propósito. Esse meio é Jesus Cristo.

A mesma inteligência que estava sobre Jesus pode estar sobre você. Você foi criado para algo diferente do que você está vivendo. Nada pode te aprisionar. Eu sei o que Deus espera de mim e esta percepção começa a transformar você numa pessoa melhor. Você foi criado por um Deus de amor e sua vida começa a entrar no eixo. Deus te dá a satisfação que nada no mundo pode te dar.

Comece a se encher de Deus, da alegria que ninguém entende e nem explica e isso te levará para uma condição onde você passa do potencial para a realidade. Porém, existem coisas em nós que ainda não foram descobertas, por isso o Espírito Santo de Deus a todo o instante nos mostra novas descobertas. O que você precisa está além de orar, jejuar e louvar. Sua busca fica maior e você começa a entender os propósitos quando a Sabedoria de Deus está na sua frente.

Quando você se enche daquilo que Deus tem, você se sente saciado, para isso devemos nos aproximar, pois o que procuramos está Nele. Nós vivemos em uma época em que pessoas com autoridade na Terra estão mais preocupados com o aquecimento global, com a globalização, do que entender porque estamos aqui.

Deus se interessa por nós. Por isso comece a cavar e experimente da Sabedoria Divina na sua vida.

Afinal, você tem potencial.

Ap. Rina

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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

OS BATISMOS DA NOSSA IGREJA NO DIA 30/11/08

Irmão Wellington


Estevão

Vilmo


Renan


Robinho


Fabiana e Juciara


Jacqueline


Janaina


Isabela




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Qual é o problema de gostar de pornografia?

Afinal, o que é pornografia mesmo? Alguém já disse que é mais fácil reconhecer a pornografia do que definí-la. Os dicionários nos dizem que pornografia é o caráter imoral ou obsceno de uma publicação. Material pornográfico é aquele que descreve ou retrata atos ou episódios obscenos ou imorais. Essas definições não ajudam muito, pois conceitos como "obscenos" e "imorais" são bastante subjetivos no mundo de hoje. Classificar material pornográfico em "soft" (nudez e sexo implícito) e "hardcore" (sexo explícito contendo cenas de degradação, violência e aberrações) só ajuda didaticamente. Para muitos, Playboy é uma revista pornográfica. Para outros, não. Entretanto, da perspectiva da ética bíblica, definição acima é mais que suficiente.

A popularidade da pornografia.

É exatamente pela complexidade do assunto, agravado pela omissão de boa parte das igrejas no Brasil, que muitos evangélicos estão confusos quanto ao mesmo, e não poucos são viciados em alguma forma de pornografia. Aqui estão as minhas razões para essa constatação:

1) A tremenda popularidade da pornografia no mundo de hoje. Uma estatística de 1995 revelou que os americanos gastam mais em pornografia do que em Coca-Cola. Não é difícil de imaginar que a situação no Brasil não seria muito diferente. Até países antigamente fechados, como a China, em 1993 assistiu a uma enxurrada de material pornográfico em seus limites, após ter aberto, mesmo que um pouco, as suas fronteiras para receber ajuda estrangeira. Mensalmente, cerca de 8 milhões de cópias de revistas pornográficas circulam no Brasil. Em 1994 a venda de vídeos pornôs chegou perto de 500 milhões de dólares. Não é de se admirar que as locadoras reservam cada vez mais espaço nas prateleiras para vídeos pornôs. Segundo uma pesquisa, em 1992, 1 a cada 4 brasileiros assistiu a um filme de sexo explícito. O mesmo fizeram 13% das mulheres entrevistadas. Em 1995 esse número dobrou para os homens e aumentou um pouco em relação às mulheres.

2) A imensa facilidade para se conseguir material pornográfico no mundo de hoje. Como na maioria dos demais países "civilizados" (uma conhecida exceção é o Irã) material pornográfico pode ser encontrado e consumido facilmente no Brasil em diversas formas: cinema, canais abertos de televisão, televisão a cabo e no sistema "pay-per-view", Internet, fitas de vídeo, CD-ROMs com material pornográfico, gravuras, exposições de arte erótica, livros, revistas e vídeo games, entre outros. Parece não haver fim à criatividade do homem em utilizar-se dos avanços tecnológicos para a difusão da pornografia. Como disse o escritor francês Restif de la Bretone no século 18, "La dépravation suit le progrès des lumières" ("A depravação segue o progresso das luzes").

O que tem de mais em ver pornografia?
Muito embora os evangélicos em geral sejam contra a pornografia (alguns apenas instintivamente) nem todos estão conscientes do perigo que ela representa. Menciono alguns deles em seguida:

1) Consumir deliberadamente material pornográfico é violar todos os princípios bíblicos estabelecidos por Deus para proteger a família, a pureza e os valores morais. A própria palavra "pornografia" nos aponta essa realidade. Ela vem da palavra grega pornéia, que juntamente com mais outras 3 palavras (pornos, pornê e pornéuo) são usadas no Novo Testamento para a prática de relações sexuais ilícitas, imoralidade ou impureza sexual em geral. Freqüentemente essas palavras de raiz porn- aparecem em contextos ou associadas com outras palavras que especificam mais exatamente o tipo de impureza a que se referem: adultério, incesto, prostituição, fornicação, homossexualismo e lesbianismo. O Novo Testamento claramente condena a pornéia: ela é fruto da carne, procede do coração corrupto do homem, é uma ameaça à pureza sexual e devemos fugir dela, pois os que a praticam não herdarão o reino de Deus. A pornografia explora exatamente essas coisas — adultério, prostituição, homossexualismo, sadomasoquismo, masturbação, sexo oral, penetrações com objetos e — pior de tudo — pornografia infantil, envolvendo crianças de até 4 anos de idade.

2) Consumir deliberadamente material pornográfico é contribuir para uma das indústrias mais florescentes do mundo e que, não poucas vezes, é controlada pelo crime organizado. Segundo um relatório oficial em 1986, a indústria pornográfica nos Estados Unidos é a terceira maior fonte de renda para o crime organizado, depois do jogo e das drogas, movimentando de 8 a 10 bilhões de dólares por ano. Acredito que o quadro é ainda pior hoje. A indústria da pornografia apoia e promove a indústria da prostituição e da exploração infantil. O dinheiro que pais de família gastam com pornografia deveria ir para o sustento de sua família. Alguns podem alegar que consomem apenas material soft contendo somente cenas de nudez — esquecendo que esse material é produzido pela mesma indústria ilegal que produz e distribui a pornografia infantil.

Pornografia e a escalada da violência
Não são poucos os relatórios feitos por comissões de pesquisadores que denunciam a estreita relação entre a pornografia e a crescente onda de estupros, assédio sexual e exploração infantil nos países "civilizados". Vários dos temas mais comuns em pornografia do tipo hardcore incluem cenas de seqüestro e estupro de mulheres, geralmente com espancamento e tortura, além de outras formas obscenas de degradação. A mensagem que a pornografia passa aos consumidores é que quando a mulher diz "não" na verdade está dizendo "sim", e que se o estuprador insistir, ela não somente aceitará como também passará a gostar. Assim, a violência contra a mulher é exposta como algo válido e normal. A mulher é vista como objeto sexual a ser usado ao bel-prazer dos homens.

Uma outra forma de hardcore é a pornografia infantil. Esse material exibe cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes. Em alguns casos, crianças aparecem assistindo a cenas de sexo oral por adultos, Noutras, são violentadas e estupradas por adultos. Noutras, fazem sexo entre si. Esse material ilegal, mórbido, desumano e obsceno está disponível pela Internet até mesmo em servidores estacionados em universidades federais, conforme denúncias de jornais em dias recentes. Grandes provedores têm seções onde usuários podem bater papo sobre sexo e trocar imagens de sexo explícito com crianças, algumas delas tão degradantes, segundo uma denúncia feito pelo Instituto Gutemberg em Julho de 1997, que faz da revista "Penetrações Profundas" uma publicação para freiras.

Associado com a pornografia hardcore está o surto de violência sexual contra as mulheres e crianças nas sociedades modernas onde esse material pode ser obtido facilmente. Estudos por especialistas americanos mostram que existe uma estreita relação entre pornografia e a prática de crimes sexuais. Eles afirmam que 82% dos encarcerados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes admitiram que eram consumidores regulares de material pornográfico. O relatório oficial do chefe de polícia americano em 1991 diz: "Claramente a pornografia, quer com adultos ou crianças, é uma ferramenta insidiosa nas mãos dos pedofílicos [viciados em sexo com crianças]". A pornografia está estreitamente associada ao crescente número de estupros nos países civilizados. Só nos Estados Unidos, o número conhecido pela polícia cresceu 500% em menos de 30 anos, que corresponde ao aumento da popularidade e facilidade em se encontrar material pornográfico. Cerca de 86% dos condenados por estupro admitiram imitação direta das cenas pornográficas que assistiam regularmente.

Crentes "voyeurs"?
Há boas razões para acreditarmos que o número de evangélicos no Brasil que são viciados em pornografia é preocupante. Pesquisadores estimam que nos Estados Unidos cerca de 10% dos evangélicos estão afetados. Considerando que no Brasil a facilidade de se obter material pornográfico é a mesma — ou até maior — que nos Estados Unidos, considerando que a igreja evangélica brasileira não tem a mesma formação protestante histórica da sua irmã americana, considerando a falta de posição aberta e ativa das igrejas evangélicas brasileiras contra a pornografia, como acontece nos Estados Unidos, não é exagerado dizer que provavelmente mais que 10% dos evangélicos no Brasil são consumidores de pornografia. Talvez esse número seja ainda conservador diante do fato conhecido que os evangélicos no Brasil assistem mais horas de televisão por dia que muitos países de primeiro mundo, enchendo suas mentes com programas que promovem a violência e o erotismo, e assim abrindo brechas por onde a pornografia penetre e se enraize.

Mais preocupante ainda é a probabilidade de que grande parte desse percentual é de jovens evangélicos adolescentes. Uma pesquisa feita por Josh McDowell em 22 mil igrejas americanas revelou que 10% dos adolescentes haviam aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas pornográficas. 42% deles disseram que nunca aprenderam qualquer coisa sobre o assunto da parte de seus pais. E outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos últimos 6 meses. Uma extrapolação, ainda que conservadora, para a realidade das igrejas brasileiras é de deixar pastores e pais em estado de alarma.

O escândalo envolvendo o pastor Jimmy Swaggart em 1988 revelou abertamente uma outra face do problema, que há pastores evangélicos que também são viciados em pornografia. Uma pesquisa feita em 1994 entre pastores evangélicos americanos revelou uma relação estreita entre o consumo de pornografia e a infidelidade conjugal. Por causa do receio de serem apanhados e de estragarem seus ministérios, muitos pastores optam por consumir pornografia como voyeurs a praticar o adultério de fato, embora alguns acabem eventualmente caindo na infidelidade prática. Quando eu me preparava para escrever esse ensaio, li diversos artigos sobre pornografia publicados em revistas americanas e européias de aconselhamento pastoral. Muitos deles são abertamente dirigidos para ajudar pastores viciados em pornografia.

Falta de decência

Infelizmente, parece que estamos nos acostumando à falta de decência. Tornamo-nos como os pagãos. Temos a mesma atitude que eles têm para com a nudez e a exposição dos órgãos sexuais. A arqueologia revelou que em muitas das paredes dos templos pagãos cananitas, que foram destruídos pelos israelitas quando conquistaram a terra (Lv 26.1; Nm 33.52), havia desenhos de órgãos sexuais masculinos e femininos. Essas são as formas mais antigas de pornografia que conhecemos. Os cananitas aparentemente representavam os órgãos genitais nas paredes para excitar os adoradores e estimulá-los à prática da prostituição sagrada. Os israelitas, em contraste, tinham uma atitude totalmente diferente quanto à exposição dos órgãos sexuais. Em suas Escrituras Sagradas estava escrito que Deus cuidou em cobrir a nudez do primeiro casal após a queda (Gn 2:25; 3:7-10). Havia uma preocupação em que as vestimentas cobrissem os órgãos genitais, ao ponto de que havia uma determinação na lei de Moisés de que o sacerdote deveria ter cuidado para não subir as escadas do altar de forma a deixar que seus órgãos genitais ficassem expostos (Dt 20:26). Cão, o filho de Noé, foi condenado por ter visto a nudez de seu pai. A própria Bíblia se refere à genitália de forma reservada, usando às vezes eufemismos como "nudez" (Lv 18), "pele nua" (Ex 28.42), "membro viril" (Dt 23.1), "entre os pés" (Dt 28.57) e "parte indecorosa" (1 Co 12.23), só para citar alguns exemplos.

Podemos fazer alguma coisa, sim!

Acredito que os pastores e as igrejas evangélicas no Brasil podem fazer algumas coisas: ler os estudos e relatórios sobre os efeitos da pornografia feitos por comissões especializadas; pregar sobre o assunto e especialmente dar estudos para grupos de homens; desenvolver uma estratégia pastoral para ajudar os membros das igrejas que são adictos à pornografia; não esquecer que muitos pastores podem precisar de ajuda eles mesmos; criar comissões que se mobilizem ativamente contra a pornografia, utilizando-se dos dispositivos legais que o permitam (uma possibilidade é encorajar os políticos evangélicos a tomar posições bem definidas contra a pornografia); desenvolver uma abordagem que trate da sexualidade de forma bíblica, positiva e criativa; tratar desses temas desde cedo com os adolescentes da Igreja expondo o ensino bíblico de forma positiva; orar especificamente pelo problema.

Não estou pregando uma cruzada de moralização, embora evidentemente a igreja evangélica brasileira poderia tirar bastante proveito de uma. A pornografia é um mal de graves conseqüências espirituais e sociais embora não acredite que devamos fazer dela o inimigo público número 1, como algumas organizações moralistas e fundamentalistas dos Estados Unidos. Afinal das contas, a raiz desse problema — e de outros — é o coração depravado e corrompido do homem, que só pode ser mudado pelo Evangelho de Cristo. Hitler conseguiu em 4 anos banir da Alemanha todas as formas de pornografia e perversão e incutir na geração jovem de sua época a aspiração por altos valores morais e pela pureza da raça ariana. Os motivos eram errados e o projeto de Hitler acabou no desastre que conhecemos. Não acabaremos com a depravação moral somente com leis e discursos políticos. Jack Eckerd, um empresário milionário dono de um negócio que rendia mais de 2,5 milhões de dólares por ano, ao se converter a Cristo em 1986, determinou que todas as publicações pornográficas vendidas em suas 1.700 lojas fossem retiradas, mesmo que isso significasse a perda de alguns milhões de dólares anuais. Quando o coração é mudado as mudanças morais seguem atreladas.

Fonte: Revista Fides Reformata
Débora Del Vecchio
Primeira Igreja Batista em Londrina - Arapongas Pr.
deboradv28@hotmail.com

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domingo, 7 de dezembro de 2008

Boa Sorte — Um Termo Que os Cristãos Não Deveriam Usar

Pr. Ron Riffe
www.espada.eti.br

Para um filho genuíno de Deus não existe sorte, acaso ou fortuna! Servimos a um Deus soberano e tudo o que acontece conosco é causado ou permitido por Ele. Independente se consideramos os acontecimentos como bons ou maus, todos eles tomados em conjunto, são para nosso bem final.

Em menos de um ano, cinco ou seis (perdi a conta) furacões ou tempestades tropicais devastaram partes da Flórida e do Alabama - e milhões de pessoas tiveram suas vidas afetadas e suas propriedades destruídas. Enquanto eu estava limpando os relativamente poucos entulhos no meu quintal pela segunda vez, percebi o quão bondoso Deus foi em poupar novamente este meu pequeno canto do mundo. Nas duas vezes, os trajetos previstos para os furacões Ivã e Dênis deveriam passar direto sobre nossa pequena cidade na região central do Alabama, ou ligeiramente para o oeste, o que é ainda pior em termos de danos potenciais. Orar? Pode acreditar que oramos! Nas duas vezes, o olho da tempestade - totalmente ao contrário do que diziam os serviços de previsão do tempo - reduziu-se em intensidade e deslocou-se para o leste em cerca de 40-50 km, causando poucos estragos na nossa região. A previsão dizia que teríamos ventos de 110-130 km/h, podendo chegar a picos de 160 km/h - o que teria devastado muitas residências e derrubado inúmeras árvores, os cabos da rede elétrica, etc. Mas graças a Deus, Ele achou apropriado nos poupar.

Fomos afortunados em ter escapado da fúria dessas tempestades? Tivemos sorte enquanto aqueles que sofreram as perdas foram azarados? Infelizmente (observe como as palavras relacionadas foram incorporadas na nossa língua) com freqüência usamos esses termos para descrever nosso alívio (ou aflição) após as tempestades da vida passarem sobre nós. Mas precisamos compreender que para o filho genuíno de Deus não existe sorte, acaso ou fortuna! Servimos a um Deus soberano e tudo o que acontece conosco é (1) causado ou (2) permitido por Ele. Independente se consideramos essas coisas como boas ou más, todas elas tomadas em conjunto, são para nosso bem final:

"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." [Romanos 8:28]

Quase posso ouvir as respostas incrédulas de alguns que sofreram por causa dos furacões: "Então você diz que a morte de meus familiares e o prejuízo material no meu patrimônio foram para o meu bem?!!!" Sim, se você é um cristão nascido de novo em Jesus Cristo, isso é exatamente o que Deus diz em Sua Palavra.

Mas como pode algo tão terrível ser considerado bom? Tudo depende de como você olha para a situação. O patriarca Jó certamente não apreciou perder seus filhos e tudo o que ele possuía quando Deus literalmente autorizou o diabo a tirar tudo o que ele tinha. (Leia os dois primeiros capítulos do livro de Jó para conhecer os detalhes). Ah, Jó gemeu e resmungou como o resto de nós tem a tendência de fazer - mas ele "não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma." (Jó 1:22) Em um dos mais sublimes comentários já feitos por um mero mortal atribulado por essas circunstâncias, Jó disse:

"Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR." [Jó 1:21; ênfase adicionada]

Jó compreendia um princípio que freqüentemente escapa da compreensão dos cristãos: Deus é soberano nos assuntos humanos e aquilo que no fim trará honra para Ele será feito - independente de quão horrível possa parecer para nós no momento. Esse sofrimento - particularmente quando não é punição pelo pecado - é repugnante para nós, criaturas pecadoras, porque achamos que ele é injusto. Mas a Palavra de Deus diz claramente que Jó servia a Deus e era um homem íntegro e reto (isto é, não havia pecado não confessado em sua vida) - porém Deus permitiu que ele sofresse:

"E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal." [Jó 1:8]

Não devemos negligenciar o ponto vitalmente importante que Deus na verdade direcionou a atenção de Satanás para Seu servo ao perguntar se ele o tinha "observado". Ao enfatizar a devoção, a piedade e a integridade pessoal do homem, o efeito foi comparável a um toureiro acenar a capa vermelha diante de um touro enfurecido!! O velho e indefeso Jó foi atingido por uma série de "furacões" sobrenaturais produzidos pelo diabo e nem sequer os viu em formação! Mas isso foi o resultado de um "passo em falso" da parte de Deus, como alguns parecem acreditar? O raciocínio carnal insiste que Ele nunca permitiria essa tragédia atingir um dos Seus filhos amados - a não ser que eles estivessem sendo punidos por algum comportamento pecaminoso! Foi exatamente a essa conclusão que os amigos de Jó chegaram ao tentarem consolá-lo. Mas eles estavam errados, como podemos ver pelas seguintes declarações de Deus sobre eles:

"Sucedeu que, acabando o SENHOR de falar a Jó aquelas palavras, o SENHOR disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti, e contra os teus dois amigos, porque não falastes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. Tomai, pois, sete bezerros e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós, e o meu servo Jó orará por vós; porque deveras a ele aceitarei, para que eu não vos trate conforme a vossa loucura; porque vós não falastes de mim o que era reto como o meu servo Jó." [Jó 42:7-8]

A previsão presunçosa de Satanás sobre o que Jó faria quando colocado sob extrema pressão provou ser apenas mais um exemplo errôneo de sua lógica pervertida. Ele é um ser criado e não é onisciente, mas possui um ego estupendo (se é que esse termo pode ser aplicado a um ser sobrenatural). Portanto, ao permitir que o diabo desse seus melhores tiros ao atacar Jó, Deus foi honrado quando Jó passou no teste.

Todos os cristãos precisam aprender com isso que quando as tribulações da vida vêm sobre nós, o modo como respondemos pode ser um poderoso testemunho para as outras pessoas. Se não cairmos no choro, com autocomiseração e desânimo, nosso comportamento se destacará em total contraste com aquilo que a maioria consideraria normal naquelas circunstâncias. A razão é que somente a graça de Deus pode permitir que alguém O louve enquanto está no meio de extrema adversidade. E isso sempre teve um profundo efeito sobre algumas pessoas que testemunham a atitude. Muitos cristãos que morreram como mártires no passado deixaram um testemunho positivo atrás de si, porque todos diziam que eles morriam bem.

Ao pensar sobre esse assunto, observei que existem três "P"s associados com as razões por que o povo de Deus sofre (a primeira acabou de ser discutida):

(1) De modo a trazer honra e glória à Providência (outro termo para Deus)

(2) Por causa de Punição

(3) Por causa de Perseguição

Punição? Certamente! Os pais terreais punem seus filhos quando eles não se comportam direito e Deus faz o mesmo com Seus filhos:

"Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois então bastardos, e não filhos." [Hebreus 12:6-8]

Portanto, nenhum verdadeiro discípulo de Jesus Cristo deve pensar tolamente que pode praticar pecado e permanecer incólume! Nada escapa da atenção de Deus e mais cedo ou mais tarde a vara da correição será aplicada. A Bíblia diz que o rei Davi era um homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13:14 e Atos 13:22) mas isso não o isentou de ser punido após cometer adultério com Bate-Seba e planejar a morte do marido dela. A misericórdia foi estendida a ele por causa do seu arrependimento e sua vida foi poupada (sob a Lei Mosaica, ambos os pecados implicavam em pena de morte), mas como Deus lhe disse por meio do profeta Natã - a espada jamais se apartaria de sua casa (2 Samuel 12:10). Desde aquele dia até o fim de sua vida, alguns dos filhos de Davi continuamente trouxeram desonra a ele e ao seu reinado ao cometerem atos vergonhosos de assassinato e traição.

Há então a perseguição.

"E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições." [2 Timóteo 3:12]

Se fizermos uma análise sintática e mudarmos um pouco a ordem das palavras nesse verso, podemos ver que um cristão que não está sofrendo perseguição não está vivendo de forma devotada e piedosa em Cristo Jesus! Uma vez que o Espírito Santo passa a residir na vida de um cristão, a guerra espiritual com a multidão que segue o diabo inicia. Os amigos que permanecem incrédulos rapidamente se afastam porque a presença do Espírito Santo os deixa em desconforto. Normalmente, essa é a primeira perseguição que um novo cristão nascido de novo enfrenta. Ela é sutil, mas pode se tornar declaradamente hostil se as pessoas forem pressionadas a dar uma resposta sobre a razão de seu afastamento. Até mesmo os familiares incrédulos exibirão sintomas de um esfriamento no relacionamento. O amor ainda existe, mas uma barreira espiritual invisível aparece no meio e a frustração da parte deles será evidente à medida que o vão se alarga e aprofunda. Além disso, à medida que o cristão cresce na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, haverá um correspondente grau de separação do mundo e de suas atitudes e ações. Caminhar com o Senhor e evitar essas coisas é uma afronta àqueles que estão no caminho da perdição e eles acusarão o crente em Cristo de "pensar que é melhor do que os outros" por não participar mais do estilo de vida pecaminoso. Então, quando o diabo consegue usar uma questão pública sensível (como o atual debate sobre o aborto) para incitar a violência das massas, há somente um pequeno passo de uma atitude de ressentimento contido para a de uma retaliação furiosa. Logicamente, os detalhes específicos são todos diferentes, mas os mártires cristãos foram levados à morte por causa da mesma reação básica da natureza humana - perseguir e eliminar todos que se atrevem a discordar do pponto de vista das massas - especialmente aqueles que discordam de forma declarada e aberta.

Você é um cristão que está padecendo alguma forma de sofrimento? Em caso afirmativo, não está experimentando "falta de sorte"! Deus ou está castigando você por mau comportamento, ou permitindo que você O honre diante dos outros ao demonstrar uma atitude piedosa no meio da tribulação. Portanto, se sabe que fez algo que merece o castigo de Deus, então arrependa-se, pare de praticar o pecado e reivindique a promessa em 1 João 1:9:

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." [1 João 1:9]

Por outro lado, se você sabe em seu coração que sua comunhão com o Senhor não está interrompida, mas está sofrendo mesmo assim - dê um olho roxo ao diabo louvando a Deus pelo privilégio de sofrer pelo Seu nome!

Enfrentar a morte com um senso de humor e um espírito tranqüilo é algo que tocará até mesmo os homens mais endurecidos. Talvez nunca venhamos a saber o bem que será produzido deste lado da glória, mas Deus está tomando nota e abundantemente recompensará aqueles que permanecerem fiéis.

Não somos "sortudos" por termos um Salvador tão maravilhoso?

fonte:Jesus Site

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sábado, 6 de dezembro de 2008

Não me faça esperar por nada; mereço tudo imediatamente

Texto bíblico: Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu. (Romanos 12.3)

INTRODUÇÃO: A impaciência é fruto do orgulho. Uma pessoa orgulhosa parece não poder esperar por qualquer coisa com uma atitude adequada. A paciência não é a habilidade de esperar, é a habilidade de manter uma boa atitude enquanto se espera.
Pensar sobre essa situação fez-me perceber que gasto muito mais tempo da minha vida esperando do que recebendo. Então, decidi aprender a esperar a usufruir o tempo de espera, não apenas o tempo de receber. Precisamos aprender aproveitar onde estamos, enquanto estamos a caminho de onde estamos indo!

1 – O ORGULHO IMPEDE A ESPERA PACIENTE

É impossível usufruir a espera se você não sabe como esperar paciente mente. O orgulho impede a espera paciente porque a pessoa orgulhosa pensa tão bem sobre si mesma que acredita que jamais deveria ser incomodada sob qualquer aspecto. Não digo que devemos pensar mal de nós mesmo, também não devemos pensar tão favoravelmente a nosso próprio respeito. (Falar sobre Pedro e Judas)

2 – SEJA REALISTA!
Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz.
No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo. (João 16.33)

Outra maneira pela qual Satanás usa nossa mente para nos conduzir a um comportamento impaciente é nos levar a pensar que somos idealistas em vez de realistas. Não planejo fracasso para o fracasso, mas lembro-me de que Jesus disse que neste mundo teríamos de lidar com tribulações, provações, aflições e frustrações. Esta coisas são parte da vida nesta terra para o crente, como também para o descrente.

3 – A PACIÊNCIA É REVELADA PELAS PROVAÇÕES

Então os israelitas saíram do monte Hor pelo caminho que vai até o golfo de Ácaba, para dar a
volta em redor da região de Edom. Mas no caminho o povo perdeu a paciência. (Números 21.4)

Como poderiam essas pessoas estar prontas para entrar na Terra Prometida e expulsar os atuais ocupantes para que pudessem possuir a terra se Eles não podiam nem mesmo permanecer paciente e imperturbáveis durante uma dificuldade?

Vocês precisam ter paciência para poder fazer a vontade
de Deus e receber o que ele promete.( Hebreus 10.36)

Essa passagem nos diz que sem paciência e perseverança não receberemos as promessas de Deus, em Hebreus 6.12 nos diz que é apenas por meio da fé e da paciência que herdamos as promessas.

“Não queremos que se tornem preguiçosos, mas que sejam como os que crêem
e têm paciência, para que assim recebam o que Deus prometeu.”

4 – UMA LINHA RETA NEM SEMPRE É A DISTÂNCIA MAIS CURTA PARA UM OBJETIVO

Há multidões de cristãos infelizes, vazios no mundo, simplesmente por que estão tentando fazer alguma coisa acontecer em vez de esperar em Deus. Quando você estiver tentando esperar em Deus, o diabo aprisionará sua mente continuamente, exigindo que você “faça alguma coisa” “Mas tenham as qualidades que o Senhor Jesus Cristo tem e não procurem satisfazer os maus desejos da natureza humana de vocês.” (Romanos 13.14) Como vimos a impaciência é sinal de orgulho, e a única resposta ao orgulho é a humildade.
5 – HUMILHEM-SE E ESPERE NO SENHOR

Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus,
para que a seu tempo vos exalte. (I Pedro 5.6)

ORAÇÃO: “Senhor, quero a tua vontade e o teu tempo. Não quero estar na tua frente, nem quero estar atrás de ti. Ajuda-me, Pai, a esperar pacientemente em Ti. Em nome de Jesus”

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Crescer dói!

Crescer dói!

Podemos nos sentir privilegiados por sermos brasileiros, apesar de ser um País considerado do 3º mundo e termos vários problemas, é a nossa pátria.

Precisamos nos orgulhar de termos nascido aqui. Temos que amar nossa pátria, pois cremos na transformação.

É impressionante vermos a satisfação dos jovens que servem com alegria as forças armadas de Israel. Para eles, é uma honra e não um pesar servir a sua pátria.

Hoje em dia, as nações estrangeiras vêem o Brasil como um local de corrupção e prostituição. Devemos cuidar e dizer não a essa condição e valorizarmos a nossa pátria.
É muito difícil encontrar quem declare esse grande amor pelo País, pois sempre temos a tendência de querer crescer fora dele. Mas, Deus usa com poder aquele que ama a sua pátria.
O Brasil se tornará uma nação amada quando Jesus for o Senhor.
A Igreja tem a missão de ser luz e influenciar no Brasil e não só politicamente. Deus levanta a quem Ele quer em todas as áreas para isso.
Nossa esperança deve estar na explosão do evangelho no País. A grande preocupação é que a Igreja não esteja tendo qualidade no crescimento. Cresce, mas não produz mudança, a sociedade acaba não vendo e não sendo alcançada.
A Igreja brasileira ainda não exerce a influência que deveria.
Divisão, competição, interesses pessoais, falta de compromisso à verdade, retidão, integridade e escândalo. É dessa forma que a Igreja é vista. A Igreja cresce sim, mas com um retrato superficial, com mundanismo e falta de maturidade.
Temos na Bíblia a dica de como crescer. Em Tiago 1:1-4 conta a história do povo que eram tentados à cair no pecado. Tinham uma forte tendência porque a raiz de tudo aquilo era a imaturidade.
Somos provados e na provação existem os seus benefícios. Crescer dói, mas é para o nosso bem.
Quando Deus quer que nós cresçamos, Ele tira o que está te empatando de crescer espiritualmente. As provações fazem parte da formação da nossa vida.
O povo a quem foi destinada à carta de Tiago, vivia espalhado em Roma e era perseguido. Eram cidadãos dos céus, mas eram fugitivos, seus bens estavam sendo saqueados e se encontravam doentes. (Tiago 5:14). Amavam a Deus, mas estavam sofrendo.
A vida cristã é um campo de batalha, não procure os “porquês” e aprenda com os “o quês”.
Não estamos isentos de aflições, nós não somos poupados dos problemas, mas no problema somos provados.
O cristão passa por essas coisas e muitas outras porque precisa crescer e crescer dói. Somos seres humanos e estamos sujeitos. As nossas atitudes influenciam no nosso futuro.
Às vezes, as provas também são resultados de pecados, mas não é esse o assunto que queremos abordar.
Para cada cor de provação, existe uma cor da graça de Deus.
Vamos passar por várias provações, como diz a palavra “passar”, e não “ficar”. Está passando, está indo embora.
Se fizermos um panorama da nossa vida, vamos verificar quais as marcas das quais nos lembramos, são as do passado, e o futuro só Deus é quem sabe, a nossa parte é crermos.
A nossa fé é provada e depois disso produz perseverança.
Deus está no controle e reserva para nós bênçãos e provações.
Deus vem trabalhar no nosso caráter.
Fique firme com o Senhor.
Queira crescer e amadurecer. Mesmo que seja doído!
Com o Senhor, vale a pena!
Fique com Deus,

Ap. Rina

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Videos IBCA

Luz Para uma Cidade Alta em trevas (video 2)

PEÇA LIFE HOUSE - EVERYTHING (IBCA)

Luz Para uma Cidade Alta em trevas (video 1)

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Qual Jesus você conhece

Qual Jesus?

Que Jesus você conhece, o Jesus que ainda está numa cruz,o jesus milionário...


Publicado em 9/23/2008

T.A. McMahon
Chamada da Meia-Noite

"Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois. Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam corrompidas as vossas mentes, e se apartem da simplicidade e pureza devidas a Cristo. Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esses de boa mente o tolerais" (2 Coríntios 11.1-4).

"Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo" (Marcos 8.29).

"Irmão, eu não estou interessado em qualquer conversa sobre doutrinas que nos dividam. A única coisa que me importa saber é se alguém ama a Jesus. Se ele me diz que ama a Jesus, não me interessa a qual igreja vai; eu o considero meu irmão em Cristo." Naquele momento, não me pareceu que fosse a hora e o lugar certo para argumentar com a pessoa que dizia isso. No entanto, eu me senti compelido a fazer uma pergunta para ela antes que a conversa se encerrasse: "Quando você fala com alguém que lhe diz amar a Jesus, você nunca lhe pergunta: 'Qual Jesus?'"

Após um breve momento de reflexão, tal pessoa me respondeu que nunca faria tal pergunta. "Não seria simpático".

Sempre que visito alguns amigos de um outro estado, há um homem que me esforço em encontrar. Ele é a alegria em pessoa, um dos homens mais amigáveis que conheço. Mesmo sendo um muçulmano consagrado, ele se declara ecumênico, e orgulha-se do fato de compartilhar algumas das crenças tanto dos judeus como dos cristãos. Ocasionalmente ele freqüenta uma igreja com um de meus amigos e de fato aprecia a experiência e a comunhão. Certa vez em um restaurante, ele estava expondo o seu amor por Jesus para mim e nossos amigos cristãos, e encerrou a sua declaração com as seguintes palavras: "Se eu pudesse rasgar a minha carne de tal maneira que todos vocês entrassem em meu coração, vocês saberiam o quanto eu amo a Jesus." Os sentimentos que envolveram suas palavras foram impressionantes; na verdade, é incomum ouvir este tipo de declaração tão devotada, até mesmo em círculos cristãos.


Estamos falando da mesma pessoa?

Voltando agora para o meu dilema inicial. Eu estava admirando a expressão de amor de meu amigo quando um pensamento preocupante tomou conta de mim: Qual Jesus? Um breve conflito mental aconteceu. Pensei se eu devia ou não lhe fazer tal pergunta. Minhas palavras, no entanto, saíram antes que minha mente tomasse uma decisão. "Fale-me sobre o Jesus que você ama." Meu amigo muçulmano nem hesitou: "Ele é o mesmo Jesus que você ama." Antes de me tornar muito "doutrinário" com meu amigo, achei que deveria mostrar-lhe como era importante definirmos se estávamos realmente falando sobre o mesmo Jesus.

Eu usei o seu vizinho, que é um grande amigo nosso, como exemplo. Ele e eu realmente amamos esse cidadão. Depois de concordarmos sobre nossos sentimentos mútuos, eu comecei a dar uma descrição das características físicas de nosso amigo comum: "Ele tem um metro e setenta de altura, é totalmente careca, pesa mais ou menos uns 150 quilos e usa um brinco em sua orelha esquerda..." Na verdade, eu não pude ir muito longe, pois logo algumas objeções foram feitas. "Espere aí... ele tem quase dois metros, eu gostaria de ter todo o cabelo que ele tem, e ele é o homem mais magro que eu conheço!" Meu amigo acrescentou que certamente não estávamos falando sobre a mesma pessoa. "Mas isto realmente faz alguma diferença?", perguntei. Ele me olhou com incredulidade. "Mas é claro que faz! Eu não tenho um vizinho que se encaixa com a sua descrição. Talvez você esteja falando de uma outra pessoa, mas não de meu bom vizinho e amigo." Então destaquei o fato de que se nós verdadeiramente aceitássemos a descrição que eu acabara de dar, certamente não estávamos falando da mesma pessoa. Ele concordou.

A seguir continuei descrevendo o Jesus que eu conhecia. "Ele foi crucificado e morreu na cruz pelos meus pecados. O Jesus que você conhece fez o mesmo?"

"Não, Alá o levou para o céu logo antes da crucificação. Judas é quem morreu na cruz."

"O Jesus que eu conheço é o próprio Deus, que se tornou homem. O seu Jesus é assim?"

Ele negou com a cabeça e disse: "Não, Alá é o único Deus. Jesus foi um grande profeta, mas somente um homem." A discussão prosseguiu a respeito das muitas características que a Bíblia atribui a Jesus. Em quase todos os casos, meu amigo muçulmano tinha uma perspectiva diferente. Mesmo mantendo-se convencido de que ele tinha o ponto de vista correto sobre Jesus, o fato de que nossas convicções contraditórias não podiam ser reconciliadas pareceu reduzir o seu zelo em proclamar o seu amor por Jesus.


Discussão doutrinária é sectarismo?

Alguns enxergam este meu questionamento como algo não amoroso - como uma prova do sectarismo que a discussão doutrinária produz. Eu o vejo como uma tentativa de clarear o caminho para que meu amigo tenha um relacionamento genuíno com o único Salvador verdadeiro, o nosso Senhor Jesus Cristo - não com alguém que ele ou outros homens, intencionalmente ou não, têm imaginado ou inventado.

Doutrinas, simplesmente, são ensinamentos. Elas podem ser verdadeiras ou falsas. Uma doutrina verdadeira não pode ser divisiva de maneira prejudicial; esta característica se aplica somente a ensinos falsos. "Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles" (Rm 16.17; veja também Rm 2.8-9). Jesus, que é a Verdade, só pode ser conhecido em verdade e somente por aqueles que buscam a verdade (Jo 14.6; 18.37; 2 Ts 2.13; Dt 4.29). O próprio Cristo causou divisão (Mt 10.35; Jo 7.35; 9.16; 10.19), divisão entre a verdade e o erro (Lc 12.51).

"Qual Jesus?" é uma pergunta importantíssima para todo crente em Cristo. Nós deveríamos primeiro nos questionar, testar nossas próprias crenças sobre Jesus (2 Co 13.5; 1 Ts 5.21). Incompreensões sobre o Senhor inevitavelmente se tornam obstáculos em nosso relacionamento com Ele. A avaliação também pode ser vital com respeito á nossa comunhão com aqueles que se dizem cristãos. Recentemente, durante uma rápida viagem aérea, um dos meus amigos, preocupado o suficiente, fez algumas perguntas cruciais á pessoa próxima a ele sobre o relacionamento dela com Jesus. Mesmo tendo confessado ser um cristão, participando há quatro anos de uma comunidade cristã, essa pessoa na verdade não conhecia a Jesus nem entendia o evangelho da Salvação. Meu amigo o levou ao Senhor antes que o avião aterrizasse.


A "unidade cristã"

Com muita freqüência, frases parecidas com "nós teremos comunhão com qualquer um que confessar o nome de Cristo", estão sensivelmente impregnadas de camuflagens ecumênicas. O medo de destruir a unidade domina os que levam a sério este tipo de propaganda antibíblica, até mesmo ao ponto de desencorajar qualquer menor interesse em lutar pela fé. Surpreendentemente, "a unidade cristã" agora inclui a colaboração para o bem moral da sociedade com qualquer seita "que confessa o nome de Jesus."


"Jesus", o irmão de Lúcifer

Os ensinamentos heréticos sobre Jesus incluem todo tipo inimaginável de idéias sem base bíblica. O "Jesus Cristo" dos mórmons, por exemplo, não poderia estar mais longe do Jesus da Bíblia. O Jesus inventado por Joseph Smith, que a seguir inspirou o nome de sua igreja, é o primeiro filho de Elohim, tal como todos os humanos, anjos e demônios são filhos espirituais de Elohim. Este Jesus mórmon se tornou carne através de relações físicas entre Elohim (Deus, o Pai, o qual tinha um corpo físico) e a virgem Maria. O Jesus mórmon é meio-irmão de Lúcifer. Ele veio á terra para se tornar um deus. Sua morte sacrificial dará imortalidade para qualquer criatura (incluindo animais) na ressurreição. No entanto, se uma certa criatura, individualmente, vai passar a sua eternidade no inferno ou em um dos três céus, isto fica por conta de seu comportamento (incluindo o comportamento dos animais).


"Jesus", uma idéia espiritual

O Jesus Cristo das seitas da ciência da mente (Ciência Cristã, Ciência Religiosa, Escola Unitária do Cristianismo, etc.) não é diferente de qualquer outro ser humano. "Cristo" é uma idéia espiritual de Deus e não uma pessoa. Jesus nem sofreu nem morreu pelos pecados da humanidade, porque o pecado não existe. Ao invés disto, ele ajudou a humanidade a desacreditar que o pecado e a morte são fatos. Esta é a "salvação" ensinada pela tal Ciência Cristã.


"Jesus", o arcanjo Miguel

As Testemunhas de Jeová também amam a Jesus, mas não o Jesus da Bíblia. Antes de nascer nesta terra, Jesus era Miguel, o Arcanjo. Ele é um deus, mas não o Deus Jeová. Quando o Jesus deles se tornou um homem, parou então de ser um deus. Não houve ressurreição física do Jesus dos Testemunhas de Jeová; Jeová suscitou o seu corpo espiritual, escondeu os seus restos mortais, e agora, novamente, Jesus existe como um anjo chamado Miguel. A Bíblia promete que, ao morrer um crente em nosso Senhor e Salvador, a pessoa imediatamente estará com Jesus (2 Co 5.8; Fp 1.21-23). Com o Jesus deles, no entanto, somente 144.000 Testemunhas de Jeová terão este privilégio - mas não depois da morte, porque eles são aniquilados quando morrem. Ou seja, eles gastam um período indefinido em um estado inativo e inconsciente; de fato deixam de existir. Minha comunhão com Jesus bíblico, no entanto, é inquebrável e eterna.


"Jesus", ainda preso numa cruz

Os católicos romanos também amam a Jesus. Eu também o amei da mesma forma durante vinte e poucos anos de minha vida, mas ele era muito diferente do Jesus que eu conheço e amo agora. Algumas vezes ele era apenas um bebê ou, no máximo, um garoto protegido pela sua mãe. Quando queria a sua ajuda eu me assegurava rezando primeiro para sua mãe. O Jesus para quem eu oro hoje já deixou de ser um bebê por quase 2000 anos. O Jesus que eu amava como católico morava corporalmente em uma pequena caixa, parecida com um tabernáculo que ficava no altar de nossa igreja, na forma de pequenas hóstias brancas, enquanto que, simultaneamente, morava em milhões de hóstias ao redor do mundo. Meu Jesus, na verdade, é o Filho de Deus ressuscitado corporalmente; Ele não habita em objetos inanimados.

O Jesus dos católicos romanos que eu conhecia era o Cristo do crucifixo, com seu corpo continuamente dependurado na cruz, simbolizando, de forma apropriada, o sacrifício repetido perpetuamente na missa e a Sua obra de salvação incompleta. Aproximadamente há dois milênios, o Jesus da Bíblia pagou totalmente a dívida dos meus pecados. Ele não necessita mais dos sete sacramentos, da liturgia, do sacerdócio, do papado, da intercessão de Sua mãe, das indulgências, das orações pelos mortos, do purgatório, etc. para ajudar a salvar alguém. Os católicos romanos dizem que amam a Jesus, mesmo quando se chamam de católicos carismáticos, católicos "evangélicos", ou católicos renascidos, mas na verdade eles amam um Jesus que não é o Jesus bíblico. Ele é "um outro Jesus".


"Jesus", o bilionário

Até mesmo alguns que se dizem evangélicos promovem um Jesus diferente. Os chamados pregadores do movimento da fé e da prosperidade promovem um Jesus que foi materialmente próspero. De acordo com o evangelista John Avanzini, cujas roupas chiques refletem o seu ensino, Jesus vestia roupas de marca (uma referência á sua capa sem costura) semelhantes ás vestidas por reis e mercadores ricos. Usando uma argumentação distorcida, um pregador do sucesso chamado Robert Tilton declarava que ser pobre é pecado, e já que Jesus não tinha pecado, então, obviamente, ele devia ter sido extremamente rico. O pregador da confissão positiva Fred Price explica que dirige um Rolls Royce simplesmente porque está seguindo os passos de Jesus. Oral Roberts sustenta a idéia de que, pelo fato de terem tido um tesoureiro (Judas), Jesus e Seus discípulos deviam ter muito dinheiro.


O "Jesus" do movimento da fé e das igrejas psicologizadas

Além da pregação sobre um Cristo que era materialmente rico, muitos pregadores do movimento da fé, tais como Kenneth Hagin e Kenneth Copeland, proclamam um Jesus que desceu ao inferno e foi torturado por Satanás a fim de completar a expiação pelos pecados dos homens. Este não é o Jesus que eu conheço e amo.

O Jesus de Tony Campolo habita em todas as pessoas. O televangelista Robert Schuller apresenta um Jesus que morreu na cruz para nos assegurar uma auto-estima positiva. Para apoiar sua tese sobre Jesus, psicólogos cristãos e numerosos pregadores evangélicos dizem que Sua morte na cruz prova o nosso valor infinito para com Deus e que isto é a base para nosso valor pessoal. Não somente existe uma variedade enorme de "jesuses" que promovem o ego humano hoje em dia, como também estamos ouvindo em nossas "igrejas" psicologizadas que a verdade sobre Jesus pode não ser tão importante para o nosso bem psicológico do que nossa própria percepção sobre Ele. Esta é a base para o ensino atual do integracionista psicoespiritual Neil Anderson e outros que promovem técnicas não-bíblicas de cura interior. Eles dizem que nós devemos perdoar Jesus pelas situações passadas, nas quais nós sentimos que Ele nos desapontou ou nos feriu emocionalmente. Mas, qual Jesus?


Conclusão

A comunhão com Jesus é o coração do Cristianismo. Não é algo que meramente imaginamos, mas é uma realidade. Ele literalmente habita em todos que colocam nEle a sua fé como Senhor e Salvador (Cl 1.27; Jo 14.20; 15.4). O relacionamento que temos com Ele é ao mesmo tempo subjetivo e objetivo. Nossas experiências pessoais genuínas com Jesus estão sempre em harmonia com a Sua Palavra objetiva (Is 8.20). O Seu Espírito nos ministra a Sua Palavra, e este conhecimento é o fundamento para nossa comunhão com Ele (Jo 8.31; Fp 3.8). Nosso amor por Ele é demonstrado e aumenta através de nossa obediência aos Seus mandamentos; nossa confiança nEle é fortalecida através do conhecimento do que Ele revela sobre Si mesmo (Jo 14.15; Fp 1.9). Jesus disse: "Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz" (Jo 18.37). Na proporção em que nós crentes aceitarmos falsas doutrinas sobre Jesus e Seus ensinamentos, também minaremos nosso relacionamento vital com Ele.

Nada pode ser melhor nesta terra do que a alegria da comunhão com Jesus e com aqueles que O conhecem e são conhecidos por Ele. Por outro lado, nada pode ser mais trágico do que alguém oferecer suas afeições para outro Jesus, inventado por homens e demônios. Nosso Senhor profetizou que muitos cairiam na armadilha daquela grande sedução que viria logo antes de Seu retorno (Mt 24.23-26). Haverá muitos que, por causa de sinais e maravilhas, como são chamados, feitos em Seu nome, se convencerão de que conhecem a Jesus e O estão servindo. Para estes, um dia, Ele falará estas solenes palavras: "...Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade" (Mt 7.23). Mesmo que sejamos considerados divisivos por perguntarmos "Qual Jesus?", entendam que este pode ser o ministério mais amoroso que podemos ter hoje em dia. Porque a resposta desta pergunta traz conseqüências eternas. (TBC 2/95 - traduzido por Ebenezer Bittencourt)

Fonte:Jesus Site

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A Resposta da Enquete na EBD de Domingo

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Escritor José Saramago diz que Bíblia é imprópria para adolescentes

Redação CORREIO | Foto: divulgação

'A Bíblia é um desastre, cheia de maus conselhos, como incestos e matanças', disse o escritor português José Saramago, 86, ao participar de sabatina da Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (28). O evento é parte da comemoração dos 50 anos do caderno Ilustrada.

O detentor do único prêmio Nobel concedido a um autor de língua portuguesa ainda afirmou que foi o homem quem inventou Deus, o Diabo e o purgatório. 'Por que precisamos de Deus? Nós o vimos? A Bíblia demorou 2000 anos para ser escrita e foi redigida por homens', declarou.


Saramago é o único autor de língua portuguesa a
ter um prêmio Nobel

Em suas críticas à Igreja, Saramago disse que a instituição castra os homens ao inventar o pecado para controlar o corpo humano. 'O sonho da Igreja é transformar todos em eunucos, quer dizer, os homens, porque as mulheres não podem ser eunucas', afirmou.

O escritor foi sabatinado pela jornalista Sylvia Colombo, do caderno Ilustrada, por Vaguinaldo Marinheiro, secretário de redação da Folha, por Manuel da Costa, colunista da Ilustrada e por Luis Costa Lima, colunista do caderno Mais!.

E ai...o que você acha disso???

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

...E TATOO, PODE?




CUIDADO PARA NÃO SERMOS OS JUIZES DE DEUS...

Texto fora do contexto é pretexto para heresia...

Bem, antes de falar acerca do assunto, falarei de mim e meu contexto... Tenho um Studio em BH e sou piercer, estou totalmente inserido no mundo da tatuagem e do piercing. As tattoo’s e piercings que tenho foram feitas após a minha conversão e todas as tattoo’s têm um significado pra mim que denota a minha fé.

Afirmar que o corpo é templo do Espírito Santo é uma verdade inquestionável, só que o referido texto (I Co 6:19) fala de prostituição, de profanar o templo de Deus com o pecado, e nenhuma alusão a qualquer coisa que lembre tatuagens, piercings, comer pimenta, e afins.

Acredito que Deus possa falar ao coração de uma pessoa acerca de tatuagens e piercing’s, com o propósito da mesma não fazer, ou até mesmo retirar as que têm, não duvido disto, porém não podemos esquecer que Deus trata com cada um de forma pessoal. Os planos d'Ele para a vida de uma determinada pessoa não são os mesmos para a minha, e ambos podemos fazer a vontade Dele. Com certeza, Deus não faz acepção de pessoas, e sendo assim, exatamente por este motivo, uma pessoa que tenha os itens relativos a este pequeno estudo, podem ser alcançadas pela mesma graça redentora. Rebeldia é algo muito mais complexo do que tatuagem e/ou piercing. Desrespeitar os pais, não amar seu próximo, julgar as pessoas pela aparência, com certeza é rebeldia.

Bem antes da época de Jesus, piercing’s e tattoo’s já existiam (Gn 24:22 e 47). Se "pendente de nariz" não é uma perfuração, então não sei mais o que é.
Poderemos ser a imagem de Jesus a partir do momento que vivermos o que ele viveu, cumprirmos seus designos e vontades, olhar as pessoas como Cristo olhou, sem preconceitos e verdades pessoais, mas cheio de bondade, amor e as "boas novas do evangelho".

O que fazer?

O que a Bíblia fala: Se sua consciência (cristã, é claro) te condena, não faça. Sou membro da Caverna de Adulão, um ministério Underground que trabalha TAMBÉM com pessoas que usam um visual diferente, tatuagens e piercings; pra mim, é uma questão cultural, é algo que gosto e que Deus nunca me cobrou.

PIERCINGS, EVANGELHO E CULTURA.
Sandro Baggio


Piercings estão cada vez mais comuns em nossos dias. Algo que há menos uma década era olhado com reprovação e preconceito, é hoje visto em homens, mulheres, jovens e até crianças. Se a sociedade parece estar aceitando esses adereços cada vez com mais naturalidade, os cristãos parecem confusos a respeito. Afinal de contas, a questão da aparência ainda é assunto de grande discussão e controvérsia em muitos círculos evangélicos.

A primeira coisa que precisamos ter em mente quando o assunto é aparência pessoal, é que se trata de algo que muda com o tempo e com o lugar. Usos e costumes estão diretamente ligados à cultura.

Basicamente uma cultura é formada por três elementos: cosmovisão (a maneira como um povo vê o mundo), sistema de valores (o que é importante para aquele povo) e normas de conduta (o modo como um povo se comporta, e isso dizem respeito tanto à vestimenta, como ao modo de se relacionar com os outros, etc.).

Culturas são diferentes de acordo com sua cosmovisão, valores e normas de conduta. Arrotar em público após uma refeição é totalmente aceitável (e até louvável) em certas culturas, e repugnante em outras. Uma mulher com os seios à mostra é normal em muitos países da África (onde a mesma mulher não pode exibir as pernas acima do tornozelo) enquanto que o mesmo é obsceno em outras partes do mundo. Beijar na boca em público é normal aqui no Brasil, mas pode levar alguém à cadeia em certos países islâmicos. Nestes mesmos países islâmicos, um homem não pode andar de mãos dadas com sua esposa, mas pode andar de mãos dadas com outro homem. No Ocidente tal prática evoca idéias de homossexualismo. E por aí vai. Todas essas coisas são formas de expressão cultural.

Podem ser um insulto ou algo escandaloso para os de fora (que não fazem parte da cultura), mas não são necessariamente erradas para quem é daquela cultura.
O fato é que nenhuma cultura é totalmente igual à outra e nenhuma cultura está acima da outra. João viu no céu povos de todas as tribos, raças, línguas e nações (grupos étnicos). Todas as culturas possuem elementos que precisam ser valorizados e outros que precisam ser transformados pelo Evangelho.

Sendo a aparência pessoal é uma questão de expressão cultural, esta aparência também muda de acordo com a cultura. Pinturas na face e no corpo estão presentes em diversas culturas. Na Polinésia, os nativos usam a tatuagem para escrever sua história familiar no corpo. A tatuagem e o piercing no umbigo eram comuns no Antigo Egito. Alguns povos usam piercing, brincos e outras formas de alteração do corpo (body modification ou simplesmente body modi).

O problema é que o mundo está ficando pequeno. Estamos nos tornando cada vez mais uma aldeia global. Esta globalização faz com que certos costumes que antes só eram vistos em algumas culturas isoladas e lugares remotos da terra, comecem a se tornar moda em todo o mundo. A tatuagem de henna é um exemplo recente desta realidade.

E quem são os responsáveis pelo lançamento da moda em nosso mundo? Os meios de comunicação em massa, que muitas vezes mostram artistas, músicos e cantores usando determinada roupa, adereço, estilos diferentes muitas vezes copiados por nós, ou porque não dizer, copiados de nós. Isto mesmo!!!

Citando dois exemplo: Os Rapper’s americanos não inventaram um estilo de roupa e ornamentos, eles já existiam, porém foram popularizados pela mídia. A popularização de alguns costumes orientais no Ocidente teve forte influência dos Beatles, quando estavam em sua fase “Flower and Power”. Muitas das batas, camisões e pantalonas que vemos hoje em nossas ruas, praças, e até na igreja, foram uma influência direta da que é chamada a “maior banda de todos os tempos”, porém, são “politicamente aceitas” por muitas de nossas lideranças.
A popularização do piercing foi em 1993 com o vídeo clipe "Cryin", do Aerosmith, onde Alicia Silverstone apareceu com um piercing no umbigo. Uma banda de rock, uma balada romântica, uma jovem atriz linda. Elementos essenciais para fazer a moda pop ou cultura pop, que nada mais é do que uma mistura de culturas e costumes do mundo pós-moderno.

Leornard Sweet, professor metodista e um dos mais interessantes pensadores cristãos de nossa época, comenta sobre tatuagens e piercings em seu e-book recente "The Dawn Mistaken For Dusk". Ele diz que, a razão pela qual "body modi" é o assunto nº.1 nas listas de discussões e bate-papos de jovens cristãos com menos de 30 anos nos EUA, é pelo fato disto fazer parte da cultura jovem pós-moderna atual (e quase global), uma cultura onde a imagem é altamente valorizada.

A ironia disso tudo é que cirurgias plásticas e implante de silicone são coisas cada vez mais aceitas pelos cristãos modernos. Tem personalidades famosas do mundo evangélico brasileiro com o corpo siliconado. Todavia, como diz Sweet, "Cirurgia plástica é uma forma severa de alteração do corpo. Isto é aceito, mas brincos e tatuagens, não são?”.

Na Bíblia lemos à história de Isaque que deu a Rebeca uma argola de seis gramas de ouro para ser colocada no nariz (piercing) e, após fazer isto, ajoelhou-se para adorar a Deus. Penso que se o primeiro ato fosse pecado ou considerado pagão, então Isaque não teria adorado a Deus em seguida.

No livro de Êxodo, percebemos que as mulheres dos hebreus usavam brincos e argolas, os quais foram oferecidos como oferta dedicada ao Senhor para a construção do Tabernáculo. Novamente, não penso que Deus aceitaria de seu povo ofertas que representassem costumes pagãos.

O texto mais intrigante para mim se encontra em Ez 16.11-12: “Também te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço. Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas, e linda coroa na cabeça” (ARA), onde o próprio Deus diz que adornou Jerusalém com jóias, pulseiras, colares, argolas para o nariz e brincos para as orelhas. Ao que parece, tais adornos não eram uma ofensa ao Senhor.

Uma vez que a Bíblia parece não condenar o uso de piercing, por que deveríamos nós?

Nosso desafio não é condenar, mas orientar as pessoas (principalmente os jovens) para os riscos que existem em fazer estas coisas sem uma orientação profissional e cuidados de higiene e saúde.

A pessoa está consciente dos riscos de inflamação, doenças contagiosas e "efeitos colaterais" diante da sociedade? Está consciente de que algumas alterações são irreversíveis e, mesmo diante da possibilidade de reversão, podem deixar marcas para o resto da vida? Mais ainda, precisamos falar sobre questões de identidade, valor pessoal e auto-imagem. Pois são estas as questões mais importantes para quem está considerando qualquer forma de alteração do corpo, seja uma plástica no nariz, implantar silicone, colocar um piercing ou fazer uma tatuagem.


TATUAGEM
EXEGÊSE E HERMENÊUTICA


Podemos perceber que a palavra tatuagem tem sido muitas vezes tratada de forma repugnante no meio cristão, mas nem sempre é explicado o porque.
O propósito deste breve estudo é analisar a palavra utilizando o contexto em que ela foi empregado para assim, compreendermos o seu emprego nas Escrituras.

REFERÊNCIAS BÍBLICAS:

Lv 19:27-28 – “Não farão calva na sua cabeça e não cortarão as extremidades da barba, nem ferirão sua carne. Santos serão ao seu Deus e não profanarão o nome do seu Deus, porque oferecem ofertas queimadas do SENHOR. Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.”

Dt 14:1-2 – “Filhos sois do SENHOR, vosso Deus; não vos darei golpes, nem sobre a testa fareis calva por causa de algum morto”. Porque sois povo santo do SENHOR, vosso Deus, e o SENHOR vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serdes seu povo próprio.

ANÁLISE DOS VERSÍCULOS

- Não ferireis a vossa carne. -
Essa é uma proibição contra as mutilações. Muitos povos pagãos lamentavam-se desse modo pelos mortos. Quem lamentava por um morto cortava-se como se fosse um sinal de consternação pela morte de um parente ou amigo, pensando que isso adicionava algo à sinceridade de sua lamentação. Tais atos eram estritamente proibidos em Israel. (Jr 16:6, 41:5; Lv 21:5 e Dt 14:21).

- Nem fareis marca nenhuma sobre vós.
A tatuagem era praticada entre várias nações antigas, algumas vezes em conexão com as práticas da idolatria. Figuras, marcas ou letras eram tatuadas sobre a pele mediante a injeção de tintas na epiderme. Queimar com ferro em brasa era outra maneira de tatuar. Um escravo tinha a marca de seu proprietário impresso sobre ele; as prostitutas também eram assim marcadas; palavras sagradas eram tatuadas na pele dos adoradores pagãos.

- Eu sou o Senhor.
Essa forma, como aquela mais completa, “eu sou o Senhor teu Deus”, assinala divisões no livro de Levítico, o que acontece por dezesseis vezes, só neste capítulo dezenove de Levítico.

Formar os cabelos em curva redonda nas têmporas e na barba, ou a incisão de padrões na pele faziam parte das práticas pagãs de luto, e, como tais, eram proibidas. Desfigurar a pele, que provavelmente incluísse alguns emblemas das divindades pagãs, desonrava a imagem divina de Deus. A perda de um ente querido devia ser aceita como parte da vontade de Deus para a vida do indivíduo, e nenhuma tentativa deveria ser feita para propiciar o falecido de qualquer maneira.


ANÁLISE LEXOGRÁFICA

Esta palavra portuguesa vem do Taitiano “tatau”, a reduplicação da palavra “ta”, que significa “marca”, “sinal”. Está em foco, uma marca indelével, feita mediante técnicas próprias, picando a pele e inserindo algum pigmento sob a mesma. Embora, provavelmente, não haja nenhuma alusão direta à técnica da tatuagem nas páginas da Bíblia, essa tem sido considerada uma interpretação possível em três situações aludidas na Bíblia, a saber:

1. Oth – sinal

Palavra usada por setenta e nove vezes no Antigo Testamento, conforme se vê, por exemplo, em Gn. 1.14; 4.15; Ex. 4.8,9, 17, 28,30; Nm. 14.11; Dt. 4.34; 6.8,22; Js. 4.6; Jz. 6.17; I Sm. 2.34; II Rs. 19.29; Ne. 9.10; Sl. 74.4,9; Is. 7.11,14; 8.17; Jr. 10.2; Ez. 4.3; 20.12,20.

O termo Grego correspondente é semeîon - sinal -, usado por quarenta e oito vezes, conforme se vê, por exemplo, em: Mt. 12.38; Lc. 2.12; Jô. 2.18; At. 2.19, 22, 43; Rm. 4.11; I Co. 1.22; II Co. 12.12; II Ts. 2.9; Hb. 2.4; Ap. 15.1.

2. Chaqaq - gravação, cavar

Com esse sentido, é usada por duas vezes: Is. 22.16 e 49.16. Na última dessas referências, a idéia é que, gravando os nomes de Seu povo em Sua mão, jamais se esqueceria deles.


3.Seret - incisão, corte

Essa palavra só aparece em Lv. 19.28, onde se lê: “Pelos mortos não ferireis a vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR”. O termo Seret é traduzido ali como ferireis. Isto pode até parecer uma clara proibição do uso de tatuagens, entre os judeus.

Alguns tem pensado que o trecho de Lv 19.28, sem dúvida, alude à prática da tatuagem. Mas, embora algumas versões estrangeiras tenham traduzido o vocábulo hebraico seret, ali usado, como tatuar, os estudos feitos quanto aos costumes de lamentação e luto pelos mortos indicam freqüentes associações de cortes feitos no corpo ou pinturas, com o raspar dos cabelos, mas nunca com tatuagens, que se revestem de outro sentido. Por semelhante modo, qualquer situação retratada nas Escrituras que possa ser interpretada como indício da prática das tatuagens tem base meramente conjectural, e não se escuda sobre qualquer inferência etimológica ou etnológica.

CONCLUSÃO
Nos comentários das Bíblias de Estudo de Genebra e Plenitude, apenas relatam o fato de não marcarem o corpo com mutilações por causa dos mortos, não referindo diretamente à prática de Tatuagem.

Contudo observando historicamente as práticas de outras nações, o povo de Israel é advertido a não praticar tais atos para que não fossem confundidos, e por tais atos estarem diretamente ligados à idolatria e à prostituição.
No âmbito geral da situação, percebemos que isso era uma prática cultural, não transcendendo, em alguns casos, aos dias de hoje.

É importante lembrar, que não devemos ser escândalo para nossos irmãos:Rm 14:13 - “Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão”.II Co 6: 3 - “... não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”.
A prática da tatuagem nos dias de hoje tem sido uma forma de expressão por parte de muitos jovens. Ao contrário dos tempos em que Israel foi advertido, a tatuagem hoje tem um sentido bem diferente. Isso não isenta algumas culturas de praticarem o ato como forma de idolatria, mas no Brasil o sentido tem sido apenas uma forma de expressão.

Meu comentário pessoal e crítico sobre o assunto é que a tatuagem não impede a pessoa de ter um relacionamento intimo com o Senhor, porém deve-se observar alguns pontos antes de se fazer uma tatuagem.Devemos antes de tudo preservar a santidade, no que se diz respeito ao corpo e o fato de que podemos estar servindo de motivo de escândalo e zombaria de outrem.

Todas as palavras acima também são cabíveis ao uso de Body Piercing, Cirurgias Plásticas, Lipoaspirações e qualquer tipo de dilaceração do corpo que não seja necessário à saúde. Sendo assim, toda forma de dilaceração que não há envolvimento com os rituais pagãos não se encaixam em Lv. 19:28 - Texto esse que muitos tomam como base para proibirem a tatuagem.

Apenas um pequeno comentário acerca de um erro de exegese ocorrido por quem defende o uso de tatuagens, mostrando assim que uma tradução mal feita do texto da margem para erros de ambas as partes:

Apocalipse 19:16: “No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores.”
Em algumas versões, o termo “escrito o nome” é trocado por tatuado.

Vamos quebrar a frase:

Sintaticamente, temos o seguinte:

- Sujeito da Frase: Coxa
- Objeto Direto da Frase: Nome
- Vocativo referente ao sujeito: No Manto

Por definição temos que vocativo é:

"...É uma referência à 2ª pessoa, um apelo, um chamado, e é usado para o nome que identifica a pessoa (animal, objeto etc.) a quem se dirige e/ou ocasionalmente os determinantes de tal nome. Uma expressão vocativa é uma expressão de referência direta, em que a identidade da parte a quem se fala é expressamente declarada dentro de uma oração..." (retirado do Wikipedia)

Portanto, o que quer dizer na frase não é que o nome esteja tatuado na coxa, mas sim escrito no Manto na altura da coxa.

Vamos ao original em Latim:

19:16 - et habet in vestimento et in femore suo scriptum rex regum et Dominus dominantium.

Ressalto que o verbo empregado é SCRIPTUM, ou seja, escrito!!! Para que seja tatuado, o verbo a ser utilizado deveria ser PINGERE, ou seja:

19:16 - et habet in vestimento et in femore suo pingerum rex regum et Dominus dominantium.

Em Grego temos:

19:16 - kai ecei epi to imation kai epi ton mhron autou to onoma graphammenon basileuV basilewn kai kurioV kuriwn.

O verbo “escrever” em grego é: graphon; já o verbo “tatuar” em grego é: prosanagrapheia.

O QUE É ESCANDALIZAR???

Alguns preferem adotar uma postura mais defensiva sobre o assunto sem se aprofundar demais em debates, dizendo que tais adereços devem na verdade ser evitados porque são "escândalo".

Não devemos "escandalizar". Mas o que é "escândalo"?

Jesus disse que "é impossível que não venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm! Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos." (Lucas 17:1,2).

A conclusão lógica a que chegamos então é que se eu uso um visual diferente do resto da massa e alguém me vê e se "escandaliza" (no sentido que eles dão à palavra), então, de acordo com o versículo, seria melhor que alguém amarrasse uma pedra de moinho no meu pescoço e me jogasse no mar.

Será isso que Jesus quis dizer? Creio que não.

A palavra "escândalo" no grego é "skándalon" (de onde se derivou a palavra portuguesa escândalo) e significa tropeço ou armadilha, símbolo daquilo que incita ao pecado ou à perda da fé.

Escândalo é todo ensino, palavra, obra ou omissão que incita o outro a pecar.

Um visual underground por si só não é escândalo no sentido bíblico do termo. Escândalo seria, em nosso caso, o exemplo citado anteriormente neste texto em que uma mulher é levada a usar um piercing no umbigo apenas por uma motivação luxuriosa. Agindo assim, ela voluntariamente poderia despertar em outras pessoas desejo sexual por estar expondo determinada parte de seu corpo, ou seja, poderia estar incitando alguém a pecar. De outra forma, não é escândalo.

Particularmente, conheço muitas mulheres (não cristãs inclusive) que têm piercing no umbigo mas que nunca vi usando uma blusa que o expusesse; dizem que o usam simplesmente porque gostam. Não há problema algum nisso.

Quando os setenta (ou 72, há dúvidas) tradutores do Velho Testamento para a língua grega (a Septuaginta), por ordem e encomenda de Ptolomeu II, encontraram um termo hebraico que se referia ao comportamento que levava a uma "queda" moral - o que não tinha exata tradução - socorreram-se da palavra grega clássica skandalon, "obstáculo", algo que causava um tropeço. Uma pedra no meio do caminho, por exemplo, era skandalon. Fossem paisagens tropicais, skandalon podia ser uma simples casca de banana.

A palavra passou-se depois para a Bíblia latina, a Vulgata, onde se encontra, em várias passagens, a palavra scandalum. O sentido moderno de "escândalo" evoluiu, e não é mais só a causa de uma queda; é também o seu efeito público. Por outro lado: se dissermos ser salutar evitar um escândalo, soaremos... óbvios.

Óbvio? Pois ÓBVIO é - na raiz - precisamente isso, "o obstáculo evitado", já que é formação latina de ob-, "em direção a" + viam, "caminho", estrada", donde o "óbvio" ser um caminho livre, é claro! [Francês medieval SCANDALE, "causa de pecado" <>COM RELAÇÃO À SENSUALIDADE E VAIDADE...

Bom, na grande maioria das vezes, o piercing, a tatuagem, a maquiagem, a cirurgia plástica tem caráter puramente estético.
A sensualidade não está no piercing ou tatuagem que uma determinada pessoa possa estar usando, independente do lugar, mas está na pessoa.

Existem pessoas tão "sem sal" que mesmo esta usando a roupa mais decotada do mundo, um piercing do tamanho de um puxador de cortina, ela continua "apagada". De contra partida, existem mulheres e homens, que independente de acessórios, chamam a atenção para si quase que naturalmente.
Dentro de nosso contexto evangelical, acho que o melhor a se pensar é o porquê de você querer usar um piercing ou uma tatuagem, independente de qualquer outra coisa.
Claro que as tatuagens que tenho e os piercings que coloquei estão ligados a não apenas meu estilo de vida, mas também a questões estéticas, o problema é deixar este lado tomar conta de você e te controlar.

Uma pessoa que não usa "nada", pode ser muito mais vaidoso que eu, por exemplo (este "nada" acima esta diretamente ligado ao fato de não ter nenhuma tatuagem ou piercing, mas usar um terno "Armani", uma Gravata “Louis Vuitton”, uma caneta “Mont Blanc”, Cuecas “Christian Dior” ou mesmo um relógio “Tag Heuer”).

Vaidade é tudo aquilo que toma o espaço de Deus em nossa vida, o vazio completado pelo vazio.

Alguém pode aparentar ser “a pessoa mais humilde de mundo”, e usar desta sua "humildade" para se alto promover, mostrando as demais que é mais humilde que elas (soberba). Estranho, né??? Mas, infelizmente, real.
Fiz esta ressalva, a fim de deixar claro o meu ponto de vista acerca da sensualidade.

Em um site “Gospel” (porque protestante e/ou evangelical não é e nunca será...), li certa vez que para cada piercing que uma determinada pessoa aplica, a mesma consequentemente "abre brechas" para um determinado demônio atuar em sua vida:

Nariz - significa “domínio”;
Sobrancelhas – “aprisionamento da mente”;
Orelhas “aprisionamento em áreas específicas”;
Umbigo – “males digestivos”;
Lábios – “domínio da fala”;
Genitais – “prostituição”.
Será que os cravos colocados em nosso salvador abriram brechas para demônios no momento da crucificação???

Isto é ridículo, patético e sem nenhuma base hermenêutica nem exegética. Nada disto é mencionado na bíblia.

Qual a fonte então??? Algum demônio disse, pois se está for à fonte, menos crédito devemos dar, pois é sabido de todos que ele é o "Pai da Mentira".
Entristece-me saber que a falta de sinceridade, de conhecimento teológico e em casos extremos, de caráter em alguns ministérios, faz com que mentiras sejam ensinadas a pessoas simples, única e simplesmente por medo de se perder o controle das mesmas que ali congregam ou de ser criticado por pessoas religiosas e cheias de si, mas com muito pouco de Deus...
...e o pior, comprova a carência de bíblia e a falta de sabedoria de muitos evangelicalistas.

PROIBIR É MAIS FÁCIL QUE ENSINAR...


Deus nos abençoe muito.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHAMPLIM, RUSSEL N. - Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. - Ed. Hagnus.
CHAMPLIM, RUSSEL N. - Enciclopédia da Bíblia Teologia e Filosofia - Vol. 6-S/Z - Ed. Hagnus.
BOYER, O.S. - Pequena Enciclopédia Bíblica. - Vida.
HARRISON, R.K. - Levítico - Introdução e Comentário - Ed. Mundo Cristão.
MACHO, ALEJANDRO DIEZ; BARTINA, SEBASTIÁN - Enciclopédia de la Bíblia - Vol. 6-Q/Z - Ed. Garriga.
YOUNG, BRAD H. - Comentário de Levítico - Bíblia de Estudo Plenitude.
Vários Teólogos - Comentário de Levítico - Bíblia de Estudo de Genebra.
BAGGIO, SANDRO – Material disponibilizado pela internet (pastor do Projeto 242 em São Paulo).
FAGURY, SAMUEL LIMA – Material disponibilizado pela internet
.
CRUZ, VLADMIR BARBEIRO DA – Material disponibilizado pela internet.
Textos encontrados em vários sites da Internet.


Rodrigo Joubert é proprietário do Studio “Toast Body Art”, em Belo Horizonte – MG.
Estudou Teologia no Seminário Teológico Evangélico do Brasil – STEB, com especialização em Grego pelo Departamento de Línguas Clássicas da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG e pastoreou a Igreja Batista Nova Aliança, em Nova Lima, Grande BH. Atualmente congrega d

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